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Quarta-Feira, 10 de Março de 2010                                        

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Escola do Transporte


 
O Gerênciamento de Riscos no TRC

Autor: Coronel Paulo Roberto Souza

"Se conheceis o inimigo e a vós mesmos, não deveis temer o resultado de cem batalhas.
Se vos conheceis, mas não ao inimigo, para cada vitória alcançada sofrereis uma derrota.
Se não conheceis nem a um nem a outro, sereis sempre derrotados ".
SUN TZU - A Arte da Guerra - 500 A.C.
1. Generalidades

No segmento empresarial do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), ao longo dos últimos anos, especialmente nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, assiste-se a um crescente e sistemático aumento nos índices de criminalidade relativos aos roubos, furtos e desvios de cargas. Os sinistros acontecem em áreas urbanas, em rodovias, em depósitos de cargas, em postos de combustível, enfim, em qualquer lugar e em qualquer etapa do ciclo da atividade de transporte de mercadorias.

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Nesse contexto, as respostas dos órgãos responsáveis pela Segurança Pública têm se mostrado insuficientes para o enfrentamento do problema.

Em conseqüência, para reduzir o número de sinistros da atividade empresarial, quer os
decorrentes dos acidentes a que as operações estão sujeitas quer, principalmente, os causados
pelos ladrões de cargas, impõe-se que as empresas do TRC adotem medidas internas
de autoproteção em relação aos seus bens ou valores patrimoniais
, compatíveis a cada
situação de risco, ou seja, que adotem "medidas de gerenciamento de risco" aplicáveis
às peculiaridades do setor.

2. Conceituação
 

Gerênciamento de Risco no TRC

É a adoção de um conjunto de técnicas e medidas preventivas que visam identificar, avaliar e evitar ou minimizar os efeitos de perdas ou danos que possam ocorrer no transporte de mercadorias, desde a origem até o destino da carga, garantindo que o produto esteja no local desejado, dentro do prazo previsto e de acordo com sua conformidade.

Fica claro, portanto, que o processo de G Ris, no transporte de cargas, tem início ao receber-se a mercadoria no embarcador e estende-se até a entrega do produto ao seu destinatário, conforme o contrato firmado. Em outras palavras, o transportador deve
responsabilizar-se pela segurança da carga enquanto esta estiver em seu poder (na coleta, na armazenagem temporária, na transferência e na entrega). A análise de riscos é que vai
indicar-lhe os pontos de maior ou menor risco e levá-lo ao tratamento adequado a cada etapa
do processo.
  
O conceito de G Ris no TRC permite que dele se deduzam alguns aspectos intrínsecos, a saber:
=> Tem caráter preventivo.


=> Enfoca o tratamento de riscos que possam causar perdas ou danos pessoais, materiais,

financeiros, ao meio ambiente e à imagem da empresa.

=> É uma opção estratégica que enseja planejamento, investimento, tecnologia e execução

competente.

=> Consiste em soluções integradas (medidas preventivas e corretivas) que podem

envolver mudanças tecnológicas, operacionais e comerciais.

=> Agrega valor à Logística da empresa, otimizando processos e propiciando melhores
controles e coordenação.

=> É uma necessidade básica de qualquer empresa e um diferencial mercadológico.

3. Objetivos do G Ris no TRC

*  Redução dos riscos e da sinistralidade envolvidos na atividade empresarial, com conseqüente

redução dos prêmios de seguros.
*  Preservação de vidas humanas e de bens materiais (segurança do patrimônio da corporação).
· Viabilização de seguros adequados às atividades operacionais da empresa, permitindo a redução

de custos e a competitividade no mercado.
*  Cumprimento dos compromissos com clientes, garantindo que os produtos estarão no lugar

certo e na hora certa.
*  Diferencial competitivo no mercado.
*  Aumento da produtividade e da lucratividade.
*  Manutenção da imagem da empresa.
*  Motivação dos funcionários.
  
4. Abrangência do G Ris no TRC

Considerando a estrutura organizacional e operacional de uma empresa de transporte rodoviário

de cargas, pode-se definir como prioritárias, sob o enfoque de Gerenciamento de Riscos,
04 (quatro) áreas setoriais da organização
potencialmente vulneráveis a riscos e que
deverão ser protegidas por medidas de G Ris, a saber:
 
* Recursos Humanos (RH)

* Instalações e Áreas Físicas

* Sistemas de Informação
(Documentos - Informações Digitais - Comunicações)

* Operações Móveis de Transporte
A seguir, em itens específicos e em visão sintética e abrangente, passemos a abordar cada uma

dessas áreas setoriais.

4.1 Recursos Humanos
O conjunto de pessoal que opera na empresa - quer sejam funcionários regulares, autônomos ou pertencentes a empresas prestadoras de serviços terceirizados - deve merecer especial atenção no contexto da gestão de riscos aplicável à organização.

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Em relação a recursos humanos, o G Ris engloba três etapas a observar:
* Seleção de Pessoal
* Adoção e Manutenção de Comportamentos
* Controles de Segurança no Desempenho Funcional


1) Na etapa de seleção de pessoal, o que se busca, em termos de Segurança, é eliminar candidatos que possam configurar riscos à empresa. No processo seletivo, deve ser

priorizada a pesquisa de antecedentes criminais e sócio-econômicos e a entrevista realizada
com o candidato. Na contratação de "carreteiros", além do condutor, também deve receber
atenção especial a análise do veículo envolvido.

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2) Na etapa de adoção e manutenção de comportamentos, o que se visa é a
conscientização do corpo funcional quanto aos riscos potenciais e à conduta adequada a
cada situação. Ou seja, busca-se criar uma "MENTALIDADE DE SEGURANÇA"
, por
meio de uma mudança de comportamento, calcada em acreditar que a situação de risco poderá
acontecer a qualquer momento. Trata-se, em síntese, de inicialmente ensinar e treinar o homem,
obedecendo a um "Programa de Educação de Segurança", quanto às Normas de Segurança da
empresa (as de caráter geral e as específicas à função que irá desempenhar) e de,
posteriormente, reciclá-lo periodicamente, reavivando em sua consciência os conhecimentos
necessários.

3) A etapa de controle tem por objetivo detectar comportamentos incompatíveis com o
exercício funcional que podem configurar riscos à organização
. Resume-se em um
"acompanhamento sistemático" (rotineiro, baseado na observação de indícios que alertam para
condutas inadequadas ou desvios funcionais), complementado por "investigações de segurança",
sempre que necessário, para apuração de violações das Normas de Segurança, desvios
funcionais, denúncias, suspeitas, sinistros e outras ações adversas de qualquer natureza, bem
como a apuração de qualquer fato ou motivo que justifique tal atitude investigativa.

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4.2 Instalações e Áreas Físicas
a. A proteção das instalações/ edificações e das áreas físicas (internas ou exteriores, em relação às edificações), que podemos entender como "bens patrimoniais fixos" da empresa, também deve merecer prioridade no contexto do Gerenciamento de Riscos. E, como dedução lógica, quanto mais importante ou sensível for determinada área/ instalação para a organização, maior deve ser a atenção em relação a ela.

b. Em uma transportadora, quanto às suas instalações/ áreas, podemos visualizar, como regra
geral, os seguintes "alvos a proteger":
* Perímetro(s) Externo(s)
* Instalações/ Edificações
- sede
- depósitos de carga
- outros (depósitos de combustíveis, garagens, depósitos de materiais, casas de força, caixas -

d'água, etc.).
* Áreas Restritas/ Sensíveis
- setor financeiro
- central de informática
- central de comunicações
- outras
c. Os objetivos visados na prevenção, em relação às instalações e áreas físicas, são:
=> Impedir o acesso de intrusos
=> Controlar a circulação de pessoas/ veículos
=> Evitar danos materiais à empresa
d. Para se estruturar um sistema de segurança em relação aos "alvos a proteger" de uma transportadora, à luz dos objetivos visados na prevenção, é importante observar aos seguintes aspectos:
1) Analisar os fatores condicionantes, ou seja, que irão influenciar no planejamento e condicionar a solução a adotar:
* Localização do imóvel (topografia, vias de acesso, vizinhança, policiamento na área, etc.).
* Prioridades quanto à Segurança (identificar a ordem de prioridades, em função dos riscos, no

contexto dos "alvos a proteger").
* Produtos de risco normalmente em estoque (quantidades, valores, tempo de permanência, etc.).
* Tipos de "barreiras de segurança" (meios de segurança) possíveis de serem aplicados:
* barreiras estruturais (meios físicos, convencionais ou mecânicos): muros, cercas, trancas,

cadeados, portaria/ guarita, eclusas, fura-pneu, etc.
* barreiras eletrônicas: sistemas de imagens, sistemas de alarmes (sonoros ou não), etc.
* barreiras humanas (vigias, guardas, rondantes, etc.).
* barreiras animais (cães-de-guarda)
* outros tipos (ronda com helicóptero, etc.).
* Outros fatores, conforme o caso (restrição de investimentos, etc.).


2) Observar o princípio básico: "Alarmes, de dentro para fora; reação, de fora para

dentro".
Ou seja, a segurança em instalações/ áreas deve ser estruturada para detectar
prontamente qualquer anormalidade e propiciar o imediato acionamento da pronta-resposta.
Ainda que possa haver meios de pronta-resposta internamente, o esforço principal deve vir
de fora, porque é inviável economicamente manter grandes efetivos de segurança na empresa.

3) Definir as medidas a serem efetivamente implantadas, de modo a atender às

necessidades de Segurança Perimetral e Segurança dos "alvos a proteger"
(edificações/ instalações/ áreas).

Essas medidas devem constituir um sistema integrado, que irá congregar os diferentes tipos de

"barreiras de segurança" aplicáveis (estruturais, eletrônicas, humanas, etc.) e estabelecer
Normas de Segurança a serem observadas em cada setor (controle de acessos, controle de
circulação interna, condutas em situações de rotina ou de emergência, etc.).

4.3 Sistemas de Informação
a. Os Sistemas de Informação são os suportes de que dispomos para armazenar

fisicamente uma informação qualquer e os meios para enviá-la a um destinatário.
Englobam:
* os documentos (suporte mais comum)
* os sistemas digitais (suporte moderno)
* as Comunicações (meios de comunicação transmissores da informação)

b. Embora a segurança dos Sistemas de Informação nem sempre mereça a devida atenção
no âmbito das transportadoras, eles representam um risco permanente pela possibilidade de
serem violados. Para exemplificar, a presença de marginais nas empresas, trabalhando como
empregados porém atuando como "olheiros" de quadrilhas, atentos ao conteúdo de notas-fiscais,
romaneios, etc, é um fato real no setor de transportes, muito embora os cuidados adotados no
processo
seletivo de pessoal.Portanto, em visão abrangente, os objetivos que se visa na prevenção
são:
=> Salvaguardar conhecimentos e/ ou dados de interesse contra:
- ações fortuitas (fenômenos naturais, acidentes, etc.).
- "vazamentos" (divulgação não-autorizada de informação sigilosa)
- ações criminosas (espionagem, sabotagem, invasões, etc.)
=> Garantir o sigilo nas comunicações e transmissões de dados.
=> Garantir a integridade dos meios de comunicações e informática (softwares e hardwares).

c. "Alvos a proteger":

1) Documentos:
São vulneráveis aos riscos de espionagem (furto - acesso por foto - acesso por leitura e memorização) e de sabotagem (destruição - adulteração - interrupção de fluxo).
Os documentos têm um ciclo de vida (produção - tramitação/ manuseio - arquivamento - destruição) e, quanto mais sensíveis forem para a organização maiores devem ser as medidas de controle e proteção a eles ("Termo de Responsabilidade", proibição de cópias, etc.).

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2) Informações Digitais:
São vulneráveis aos "crimes cibernéticos" de quebras de sistemas e fraudes eletrônicas. Ou seja: a invasões em computadores para retirada, adulteração ou destruição de dados.
Os "softwares", "hardwares" e "back-ups" devem ter medidas de proteção e controle, a cargo de especialistas, para garantia do sigilo e da integridade das informações armazenadas.

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3) Meios de Comunicação
Os meios de transmissão da informação são vulneráveis a diferentes formas de "interceptação", ou seja, a violações que permitam conhecer o conteúdo da informação que está sendo transmitida.
As medidas de proteção a serem adotadas devem focalizar:

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=> Segurança dos Meios de Transmissão
- localização correta dos Equipamentos de Comunicações na empresa.
- controle dos acessos às suas instalações
- inspeções de segurança (visuais, "varreduras" telefônicas, etc.)

=> Segurança de Conteúdo das Mensagens
- uso de meios criptológicos (criptofonia/ criptografia)
- escolha do Meio de Comunicação mais adequado ao tipo de mensagem (restrição aos meio

mais indiscretos)
d. Em síntese, as medidas preventivas de segurança necessárias à proteção dos Sistemas

de Informação condensam-se em três "pilares":
· Existência de Normas Internas de Segurança com procedimentos claramente definidos.
· Existência de "ferramentas" que auxiliem na execução dos processos de proteção.
· Atitude e comportamento das pessoas.

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4.4 Operações Móveis de Transporte
a. As operações móveis de transporte, isto é, a etapa operacional em que as mercadorias estão sendo transportadas por veículos-carga, representam o momento de maior vulnerabilidade, em todo o ciclo operacional de uma transportadora, quanto à proteção dos "bens patrimoniais" (cargas)

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sob sua responsabilidade. Isso porque, estando o veículo em circulação, o "fator surpresa" dos
marginais (local, momento e forma de abordagem) fica facilitado, na medida em que irão
atacar um veículo protegido, no máximo, por sistemas de rastreamento e escoltas,
diferentemente das ações contra depósitos de carga que dispõem de melhor proteção e
oferecem (a eles, marginais) maior risco.

b. Nas operações móveis de transporte, somente teremos um Gerenciamento de Riscos
adequado se pudermos equacionar soluções para três "necessidades básicas" em relação ao
veículo-carga em movimento:

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É importante considerar que para duas das "necessidades" (Localização e Comunicação)
e para uma parcela da terceira "necessidade" (Meios Reativos, no que concerne aos sensores
e atuadores instalados no veículo para as ações de bloqueio do motor, travamento de aberturas
e disparo de alarmes), para tudo isso, enfim, dependemos do equipamento de
rastreamento/ monitoramento instalado no veículo
. Ou seja: para se ter um
acompanhamento praticamente em "tempo real" do veículo, de modo a acionar de imediato
meios reativos de pronta-resposta, dependemos de uma "ferramenta de G Ris" indispensável => TECNOLOGIA!
c. Como macro-visão do "Sistema de G Ris" que se deve estruturar para viabilizar proteção às

Operações Móveis de Transporte, alinham-se as seguintes "ações a realizar":

=> Rigorosa seleção de Pessoal (consulta a cadastros de dados)
· Motoristas/ agregados/ terceiros e ajudantes.
· Funcionários dos setores de expedição e tráfego.
=> Estabelecimento de Normas de Segurança Específicas às funções e Educação de

Segurança
(treinamentos prévios).
· Motoristas e ajudantes.
· Pessoal de Expedição (conferentes, etc.).
· Operadores de rastreamento
=> Veículos adequados e em boas condições de manutenção.
=> Emprego de tecnologias de rastreamento/ monitoramento e bloqueio.
=> Fracionamento das cargas de maior valor agregado.
(evitar concentração do risco - "mix" de carga)
=> Planejamento de viagem/ operações urbanas
· Centro de Controle Operacional (CCO) - 24 h
· Cadastramento de rotas no sistema
· Mapeamento dos locais de maior risco
· Estudo de rotas e pontos de parada
· Roteirização dos Percursos ("Plano de Viagem")
- origem, itinerários e destinos.
- definição dos pontos de parada
- programação dos horários de parada
- Identificação de pontos de apoio, em caso de necessidade (postos policiais e fiscais, postos

de gerenciadoras de risco, oficinas mecânicas, guinchos, PATE's, hospitais, etc.).
· Alternância de rotas e horários de partida
· Formação de comboios (quando for o caso)
· Emprego de escoltas (carro/ moto), em áreas críticas.
· Medidas de Coordenação e Controle à operação
=> "Briefing" (checagem do veículo e de condutas) na partida.
=> Comunicações em permanente disponibilidade durante toda operação.

(veículo X CCO, motorista X empresa).
=> Observância fiel das Normas de Segurança durante toda a operação

(conduta preventiva de motoristas, escoltas e operadores de rastreamento).
=> Ativação dos meios de pronta-resposta, em situações de emergência.

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5. Conclusão
a. O que se pretendeu, neste documento-síntese, foi apresentar um entendimento conceitual e a

abrangência do Gerenciamento de Riscos no TRC.

b. Sob um enfoque estritamente técnico, ficou entendido que o Gerenciamento de Riscos tem

caráter preventivo e enfoca o tratamento dos riscos que possam causar perdas ou danos à
empresa, tratamento esse que engloba as técnicas e medidas de proteção bem como a cobertura
securitária. Ou seja, o "financiamento de riscos" (cobertura securitária) deve ser compreendido
na concepção mais ampla do Gerenciamento de Riscos.
Ainda sob o enfoque técnico - e em caráter abrangente, sem aprofundar o nível de

conhecimentos - tratou-se de identificar as áreas setoriais prioritárias quanto ao G Ris, no
âmbito de uma transportadora, caracterizando, em cada área, as "ações a realizar" à luz dos
objetivos de prevenção.
 
c. Antes de finalizar, impõe-se um enfoque sob a ótica "político-administrativa" quanto à

implantação de medidas de Gerenciamento de Riscos no âmbito de uma empresa.
Como aspecto principal, é necessário ter presente que a adoção de medidas de G Ris,

normalmente, requer "vontade política" e investimentos financeiros, particularmente em
tecnologia, e que isso é uma decisão estratégica, em nível de Direção da empresa.
É necessário um planejamento consistente e uma relação custo X benefício adequada para
obter, da Direção, o apoio e os recursos necessários às medidas a implantar.
Em outro aspecto - também importante pelos seus reflexos na organização - as medidas de

G Ris normalmente envolvem mudanças comportamentais, operacionais, tecnológicas e
comerciais, o que tende a gerar "reações às mudanças" no corpo funcional da empresa.
O importante é implantar as novas medidas em coordenação com os setores envolvidos, sem
comprometer a operacionalidade da empresa. Ou seja, implantar uma sistemática de segurança
(G Ris), "administrando" os conflitos funcionais/ pessoais e sem "engessar" o ciclo operacional
da organização.

d. Em conclusão:

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