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Pode faltar veículos para o internacional

Fonte:

Portal Augustaway
31/5/2005

                               
31/05/2005 - Empresas de transporte rodoviário, filiadas à NTC&Logística, responsáveis por 65% da carga transportada para o exterior, estiveram reunidas na sede da entidade, nessa segunda-feira, dia 30 de maio, para a reunião mensal da Comtrin - Comissão Permanente de Transporte Internacional. Dois assuntos foram destaques na pauta: o aumento do custo dos insumos em dólar e a desvalorização da moeda americana perante o real. Na reunião foi apresentada a evolução dos custos em dólar dos principais itens que compõem o frete. O estudo do Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Econômicas, da NTC&Logística - DECOPE, comparou preços de maio de 2004 e maio de 2005. O diesel subiu de US$ 0,42 para US$ 0,60, um aumento de 43% no combustível, insumo que corresponde a até 35% do custo do frete. Já o preço médio do pneu foi de US$ 372,14 para US$ 432,97. A média de salário do motorista passou de US$ 346,46 para US$ 402,19. Para comprar um caminhão que custava US$ 72.566,32 em 2004, o empresário teria de desembolsar US$ 90.296,12 para adquirir o mesmo modelo em 2005. Além desse aumento de custo, o transportador de cargas internacionais, que, por lei, tem de operar em dólar, enfrenta a desvalorização da moeda estrangeira. Em maio do ano passado um dólar comprava R$ 3,129, já em 2005 R$2,374. Segundo o chefe do DECOPE, Neuto Gonçalvez dos Reis, com o real supervalorizado há uma perda de receita para os transportadores, que exportam serviços. O empresário, que negocia o frete no Mercosul em dólar, acaba perdendo dinheiro porque é obrigado a converter o valor em reais. Para Reis, "o ideal é um dólar estável em um preço médio, que não seja alto nem baixo." A assessora técnica de transportes internacionais da NTC&Logística, Sônia Rotondo, lembra que o frete pago atualmente às empresas não acompanhou os aumentos registrados em dólar. "Em muitos casos, as empresas não estão conseguindo cobrir seus custos", ela garante. O vice-coordenador da Comtrin, o empresário Ademir Pozzani, disse que há necessidade de um realinhamento do valor dos fretes. Caso contrário, poderá faltar caminhão para operar no segmento internacional
                              
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