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Soluções logísticas
Data.:  22/2/2007
Autor.:  Marcos Antônio Ribeiro, diretor de Negóc
               
Nos diversos segmentos industriais, cada vez mais competitivos, a oferta de serviços é, hoje, o que a qualidade foi há alguns anos: um diferencial. Qualidade já é pré-requisito em todos os setores, mas a busca por eficiência, economia de tempo e redução de custos pode representar sucesso nos negócios. A simples oferta de serviços não representa garantia de bons resultados para a empresa tomadora do trabalho. As características particulares de cada setor, produto e companhia exigem o desenvolvimento de soluções sob medida, que atendam as necessidades específicas de cada cliente. Neste cenário, a terceirização surge como um caminho extremamente viável ao atendimento das necessidades das indústrias de vários segmentos, que oferece, entre outras vantagens, flexibilidade e “liberdade” para que as empresas se dediquem à intensificação, expansão e aperfeiçoamento de sua atividade principal. E a estratégia tem dado certo. Uma das atividades que mais exigem atenção no processo industrial é a logística, não apenas pelo processo de armazenamento e movimentação de mercadorias, delicado por si só, mas pelo prejuízo corporativo e financeiro que avarias em produtos e atrasos no prazo de entrega podem significar. Esta é uma área de grande potencial, mas a falta de conhecimento técnico ou condições para realizar investimentos consistentes nessa atividade ainda impede a evolução mais rápida de seus benefícios. Vale ressaltar a importância desta área em todo o setor industrial. Dados da Unicamp indicam que a logística representa, aproximadamente, 20% do custo de produtos industrializados. O setor de serviços logísticos tem apresentado crescimento acentuado no país, nos últimos anos. Dados do Centro de Estudos em Logística da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apontam para um crescimento de 286% da receita total das empresas, entre 2000 e 2003, uma média anual de 57%. Em valores monetários, este percentual corresponde a uma elevação da receita de R$ 1,5 bilhão para R$ 6 bilhões. O levantamento indica ainda que, numa mostra de 93 indústrias nacionais, 45% pretendem aumentar a participação de provedores de serviços logísticos em suas despesas logísticas, outros 48% deverão manter o índice atual e apenas 7% têm a intenção de reduzir. O desenvolvimento de uma sistematização eficaz demanda tempo, dinheiro, tecnologia e engenharia especializada. O que há pouco tempo era uma situação hipotética já é uma realidade. As indústrias não precisam se preocupar em embalar seus produtos para transporte, em acondicioná-los em contêineres, nem em transportar e disponibilizar todo o material no local de destino, ou com despesas com descarte de embalagens e sanções sanitárias. Isto porque empresas especializadas prestam esses serviços, desenvolvendo e gerenciando sistemas de logística, que, além de facilitar o trânsito e o controle de mercadorias, gera economia de custos se comparado com sistemas convencionais. Dentro destas atividades, destaca-se o papel da informática no aperfeiçoamento das atividades logística. Não por acaso proporcionou ganhos imensos em termos de produtividade, redução de custos, aumento de controles, diminuição de prazos, levando a ganhos antes não imagináveis. A tecnologia de informação é, hoje, um aliado imbatível no andamento dos negócios e, conseqüentemente, nos bons resultados. A falta de sistemas informatizados pode ser uma barreira para a utilização de sistemas logísticos mais eficientes e um impedimento para ganhos mais consistentes. A informática permite o total controle da movimentação, desde a armazenagem da produção até a entrega das mercadorias no seu destino. A identificação e rastreamento das embalagens são realizados por meio de código de barras, que permite a localização da embalagem a qualquer momento. Um chip ou plaqueta fixada na caixa leva todos os dados da nota fiscal e detalhes do produto transportado, inclusive com informações sobre fragilidade, destino, restrições, cuidados exigidos etc.

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